Há quase 11 anos, Hayley Kiyoko fazia história ao lançar o clipe viral de “Girls Like Girls”, seu single que a colocou no pedestal da ainda considerada geração Z.

Duas mulheres jovens deitadas lado a lado, sorrindo uma para a outra em um ambiente ao ar livre, com cabelos e estilos diferentes.
Crédito: Focus Features LLC. Todos os direitos reservados

Conhecida até então, principalmente por seu papel em Lemonade Mouth, como a guitarrista e cantora alternativa chamada Stella, Hayley se inseriu na cultura pop e se consolidou nas mentes de garotas que até então não se conheciam ou estavam se descobrindo ao longo da adolescência.

Em um curta-metragem de 5 minutos, Hayley usufrui de uma melodia calma e da semântica por trás das palavras “garotas gostam de garotas como os garotos gostam, não é nenhuma novidade” ao contar a história de Cole, a protagonista, e sua melhor amiga, Alex. O que começou através de uma amizade se transforma em uma história de amor entre duas mulheres que ainda não entendiam completamente seus sentimentos.

O roteiro constrói, desde o início, uma subjetividade em conflito: Cole demonstra desconforto no vínculo com o namorado, enquanto sua conexão com Alex é retratada como espontânea e autêntica, como se tivessem nascido para estar ao lado uma da outra. E assim, a história se desenrola, e o vínculo entre as duas caminha entre uma canção de sufoco, mesclada à ideia de descoberta e ruptura.

O single fez tanto sucesso na época que a cantora lançou o livro, em 2023, no qual reconta a história do videoclipe e expande o passado dos personagens. Mas Kiyoko não parou por aí: o filme, baseado no videoclipe e, por extensão, no livro, será lançado no dia 19 de junho nos cinemas.

Dirigido e escrito pela própria Hayley — uma máquina de ser humano e apaixonada por essa criação — o filme contará a história que todos nós conhecemos e amamos aos 15 anos. Agora, todas as mulheres lésbicas do globo, que se viram em uma tela do YouTube, poderão sentar nas poltronas vermelhas e relembrar até onde chegaram. Hayley Kiyoko sabe como Girls Like Girls fatura, mas não foi por isso que a autora best-seller adaptou a obra, e sim porque, quando as pessoas se identificam em um nível quântico com sua história, é preciso dar vida a ela: 5 minutos não foram suficientes para uma geração que ainda luta pela liberdade.

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