Um homem sentado em uma cadeira, usando um blazer preto e calças escuras, com cabelo longo e bagunçado, posando contra um fundo preto.
Crédito: Gilda Midani

Lenine estreia o espetáculo EITA no dia 30 de maio, às 22h, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. No palco, as 11 faixas do audiovisual ganham banda completa (Pantico Rocha, Bruno Giorgi, Gabriel Ventura, Henrique Albino e Negadeza) e o que o artista chama de encontro entre som, luz e poesia. Numa carreira de mais de quatro décadas, o recifense raramente precisou explicar o que faz.

O que significa “EITA” e por que o nome importa

EITA é uma interjeição. Segundo a gramática portuguesa, não tem tradução exata, carrega surpresa, incômodo, espanto, às vezes os três ao mesmo tempo. É um jeito de reagir ao mundo sem se explicar muito. Que Lenine tenha escolhido essa palavra para nomear um álbum inteiro diz algo sobre onde ele está na carreira: num lugar em que não deve satisfações, só obras.

Como é o show EITA: banda, setlist e proposta cênica

O espetáculo percorre a percussão das raízes do Recife, a polifonia do violão e aquela pulsação urbana que Lenine nunca abandonou mesmo depois de décadas no eixo Rio–São Paulo. 

A pergunta que o show coloca sem formular: o que acontece quando alguém com essa densidade sobe num palco de sala média, sem a proteção do espetáculo grandioso, e simplesmente toca? Às vezes a resposta é óbvia, mas ainda sim surpreende.

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