Para o Dia das Mães, Tom Ford selecionou fragrâncias das linhas Signature e Private Blend organizadas por perfil, não por preço ou ocasião. A lógica é simples e um pouco desconfortável: antes de escolher o frasco, você precisa saber quem é a pessoa. A maioria dos presentes de data comemorativa evita essa pergunta. Esta curadoria começa com ela.
Private Blend: cinco perfis, cinco frascos, nenhuma margem para o genérico
A Private Blend existe desde 2007 e nunca tentou ser para todo mundo. Cada fragrância parte de um recorte específico de personalidade, o que torna a escolha mais precisa. É o tipo de linha que funciona bem quando você sabe o que está fazendo.
Black Orchid

Lançado em 2006, Black Orchid é um dos perfumes mais reconhecíveis da marca. Orquídea negra, especiarias, uma construção densa que não tenta ser discreta. Para quem nunca precisou amenizar a própria presença numa sala.
Neroli Portofino

Há perfumes que imitam o verão. Neroli Portofino parte do princípio de que o verão é um estado de espírito permanente. Cítrico, com referência clara à Costa Amalfitana. Para quem carrega leveza sem esforço, o que é mais raro do que parece.
Oud Voyager

Oud ancestral encontra o acorde Peônia Vermelha Vibrante™: uma combinação que atravessa referências sem se fixar em nenhuma. Para quem não se enquadra numa única referência cultural.
Soleil Blanc

Âmbar e floral com construção solar. Soleil Blanc é para quem o luxo não é destino, mas sim ponto de partida. Existe uma certa arrogância elegante nisso e o perfume não esconde.
Rose Prick

Rosas com especiarias que mordem. O nome já adianta: isso não é um buquê, é o argumento de que beleza e agressividade não são opostos. Para quem já sabia disso antes de precisar de um perfume para provar.
Há algo honesto nessa curadoria: ela não oferece saída fácil. Não tem edição de Dia das Mães com laço dourado, nem kit com nome da data estampado. O que tem são fragrâncias que já existem, organizadas por quem a pessoa é, o que significa que quem presenteia precisa ter uma resposta para essa pergunta. Essa é, talvez, a parte mais difícil.

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