Pense rápido: o que Dalí, Marilyn Monroe e uma academia de fitness dos anos 70 têm em comum? Se você chutou nada, quase acertou. Mas na história do design, esse trio improvável virou uma obra-prima que atravessa décadas. Estamos falando do Bocca, o sofá mais beijável que o mundo já viu.

Criado pelo Studio 65 em 1970, o Bocca foi uma ode à cultura pop, ao surrealismo e ao desejo – ou, como os próprios designers colocaram, à nossa obsessão com a aparência. Vamos combinar, não dá pra ser mais icônico que isso!

Tudo começou quando um centro fitness em Milão resolveu que precisava de um je ne sais quoi no decor. O resultado? Um sofá em forma de boca gigante, inspirado no retrato surrealista de Mae West de Salvador Dalí.

E aqui vai o plot twist: o nome original do sofá era Marilyn, uma homenagem dupla à diva Marilyn Monroe e à dona da academia, Marilyn Garosci. O material? Poliuretano macio estofado com tecido, perfeito pra quem queria sentar com estilo – e sem abrir mão do conforto. A partir daí, o Bocca virou uma espécie de embaixador do cool.
Quando a Gufram começou a produzi-lo, o sofá se transformou num must-have dos trendsetters. Em 2004, ele renasceu em polietileno rotomoldado, resistente o suficiente pra encarar uma partyzona sem perder a pose. Hoje, ele continua sendo fabricado pela Gufram e pela Heller Furniture, provando que o design icônico nunca sai de moda – apenas evolui.

Mas o Bocca é mais do que um móvel. É um manifesto. Ele ri na cara do minimalismo, do “menos é mais”, e beija apaixonadamente o excesso. É pop, é surreal, é sexy e é vulgar. Afinal, como resistir a um sofá que parece estar te convidando pra sentar e levar um beijo bem no bumbum?!

Então, da próxima vez que você passar por um Bocca, lembre-se: ele não é só design. É atitude. É arte. É história. É um lembrete de que às vezes, o que importa não é só o que você sente – mas onde você senta.


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