Foto: Reprodução/thecobrasnake.com

A estética indie-sleaze é uma fusão intrigante de estilos que mistura o desleixo intencional do “sleaze” com a autenticidade e a atitude despreocupada do indie. Este estilo emergiu como uma reação ao excesso de produção e ao polido das grandes marcas e celebridades, oferecendo um visual mais cru e rebelde. Sendo difícil apontar uma data específica para a sua origem, pode-se dizer que a estética começa a aparecer em meados dos anos 90, como uma variação da  estética grunge que estava dominando a cena da época.  mas só se popularizou de fato, anos depois, na metade dos anos 2000.

Colagem “Indie Sleaze Icons” – Foto: Reprodução/Thesoundcheck.it

Roupas rasgadas e acessórios exagerados, como colares de corrente e óculos de sol grandes, se misturam numa vibe meio messy. O objetivo é parecer despretensioso, mas ao mesmo tempo perfeitamente elaborado para criar um efeito: “eu não me importo, mas na verdade eu estou pensando em cada detalhe”.

A estética é uma espécie de resgate das energias dos anos 80 e 90, mas filtrado através da lente do século XXI. O mix de referências, desde o punk até o glam, é um reflexo de uma geração que busca se destacar pela sua autenticidade e individualidade, sem seguir as regras tradicionais de moda e estética.

Foto: Reprodução/thecobrasnake.com

Com seu retorno impulsionado pelas estéticas do anos 2000, a popularização dos visuais do álbum “BRAT” da cantora britânica Charli XCX, lançado em junho de 2024, entre demais fatores, o indie sleaze volta para celebrar o desarranjo deliberado, o visual não-polido e a atitude de quem está pouco se importando com o que é considerado correto para a moda. Como se a liberdade criativa tivesse ganhado uma nova forma, onde o imperfeito é o novo perfeito.

Foto: Reprodução/thecobrasnake.com

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